A importância de programas de proficiência em laboratórios clínicos veterinários

Saiba mais sobre este importante processo de garantia de qualidade

Qualidade e confiabilidade são as palavras mais importantes quando consideramos a escolha de um provedor de serviços na área de análises clínicas e laboratoriais. Todo profissional precisa de um parceiro de confiança na sua prática clínica.

Para um laboratório poder garantir essa qualidade e confiabilidade para seus clientes, é indispensável que ele possua um programa controle de qualidade alinhado com as mais modernas práticas de conduta e também com as exigências da legislação brasileira.

Os chamados programas de proficiência em laboratórios clínicos são desenvolvidos com o objetivo de prevenir e minimizar a ocorrência de erros. Afinal, as decisões quanto ao diagnóstico, prognóstico e terapêutica são frequentemente baseadas nos resultados ou na interpretação de exames laboratoriais, e, portanto, danos irreversíveis podem ser causados por resultados errôneos. Os usuários de serviços de laboratórios, tanto os proprietários e seus animais, quanto os médicos veterinários, tendem a não possuir conhecimentos técnicos suficientes para avaliar se um laboratório está operando em um nível satisfatório de qualidade. Por isso, esses programas são indispensáveis para assegurar a qualidade e confiabilidade dos laboratórios.

Os programas de proficiência são baseados no Controle Externo da Qualidade (CEQ). Neste tipo de controle de qualidade, um avaliador externo envia amostras conhecidas ao laboratório para que sejam analisadas da mesma forma que as amostras regulares dos pacientes. Por meio da comparação entre os resultados reportados, os organizadores realizam a comparação interlaboratorial para monitorar e avaliar a performance de cada laboratório avaliado. Além disso, as entidades avaliadoras possuem uma série de requisitos ou padrões a serem atendidos pelos laboratórios e avaliadores que visitam as empresas testadas para verificar condições de trabalho, equipamentos, instalações, etc.

Segundo a Confederação Europeia de Medicina Laboratorial (European Confederation of Laboratory Medicine – ECLM) a qualidade dos laboratórios de análises clínicas deve ser avaliada levando-se em conta três principais quesitos:

1) Qualidade de estrutura – disponibilidade e organização de recursos humanos, físicos e financeiros necessários para a prestação do serviço (espaço, pessoal, equipamento, material de consumo, etc.);

2) Qualidade dos processos – todas as atividades necessárias à prestação dos serviços (aspectos pré-analíticos, analíticos, incluindo avaliação pelos controles interno e externo da qualidade, liberação do laudo, interpretação e consultoria);

3) Qualidade do resultado – que consequência ou interferência o resultado do exame pode ter sobre o ‘status’ de saúde atual ou futuro do paciente.

Os testes de proficiência devem ser realizados periodicamente e não dispensam o uso de uma política de Controle Interno da Qualidade (CIQ). É necessário que além das auditorias e checagens externas, os laboratórios possuam procedimentos internos conduzidos em associação com o exame de amostras de pacientes para avaliar se o sistema analítico está operando dentro dos limites de tolerância pré-definidos.

Isto é importante, pois, todos os sistemas analíticos apresentam uma imprecisão inerente. É preciso que esta seja monitorada por meio de repetições das análises em amostras controle estáveis, cálculos estatísticos da imprecisão (por ex: coeficiente de variação) e análise crítica da imprecisão relacionada a padrões de desempenho. Assim, os laboratórios podem monitorar a produção de seus resultados, e sempre que necessário, implementar ações corretivas.

Podemos dizer que a maior utilidade do CIQ é a prevenção da deterioração do desempenho do sistema analítico. Para esta finalidade, o laboratório deve implantar a análise crítica dos resultados do CIQ em todos os sistemas analíticos, todos os dias em que realiza análises de amostras de pacientes.

Além dos testes de proficiência, outras medidas de Controle Externo da Qualidade podem ser adotadas, como a análise de padrões certificados e as comparações interlaboratoriais. O laboratório deve estar atento também, para as constantes implementações de novos programas de qualidade, por parte dos seus provedores de insumos e equipamentos. Para as análises não cobertas por ensaio de proficiência, deve haver uma avaliação alternativa da sua confiabilidade.

Por isso, quando for solicitar exames em sua clínica diária, lembre-se sempre de consultar se o seu fornecedor está devidamente habilitado e certificado.

O Sistema de Qualidade está plenamente implementado no Laboratório de Análises Clínicas e Oncologia Veterinária da AlchemyPet. Nosso Sistema de Qualidade foi construído segundo a Norma NBR ISO 8402 da Organização Mundial de Saúde (OMS) e busca sempre a excelência para todos os processos realizados.

Na AlchemyPet os procedimentos seguem as Boas Práticas de Laboratório (BPL) e as ações de qualidade praticadas no laboratório asseguram que as fases pré-analítica, analítica e pós-analítica sejam conduzidas adequadamente para garantir a eficácia dos processos. A AlchemyPet avalia constantemente o desempenho dos processos analíticos nos diferentes setores do laboratório, além de garantir a rastreabilidade de amostras e processos e, também, a reprodutibilidade de resultados. No nosso programa de qualidade, ferramentas permitem avaliar o desempenho de equipamentos, reagentes, calibradores, controles internos e externos, analistas, pesquisadores e gestores para garantir a excelência do serviço prestado e a satisfação do cliente.

A AlchemyPet participa do Programa Nacional de Proficiência Interlaboratorial Específico Veterinário da Control Lab a fim de manter constante a vigilância no desempenho dos processos analíticos.

Fontes Consultadas

Acreditação de Laboratórios Clínicos Dr. Wilson Shcolnik Disponível em
http://www.sbpc.org.br/wp-content/uploads/2008/09/Artigo_acreditacao_wilson_shcolnik.pdf

Souza, Mylner Oliveira Fermiano de. Avaliação normativa de laboratórios de análises clínica em Macapá- AP / Mylner Oliveira Fermiano de Souza; orientadora, Deyse de Souza Dantas; coorientador, Madson Ralide Fonseca Gomes. – Macapá, 2017. 98 f.

Disponível em http://www2.unifap.br/ppcs/files/2017/12/AVALIA%C3%87%C3%83O-NORMATIVA-DE-LABORAT%C3%93RIOS-DE-AN%C3%81LISES-CL%C3%8DNICAS-EM-MACAP%C3%81.pdf

https://www.control-lab.com.br/pdf/folder_novo.pdf

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